quarta-feira, 21 de maio de 2025

Dia de portas abertas para receber novas famílias

 No dia 30 de Maio, sexta-feira, das 9h às 14:30, o Planeta Alecrim recebe novas famílias que queiram conhecer o nosso projecto. As crianças poderão participar nas atividades do dia e almoçar connosco. Se não puderes juntar-te a nós nesta data, contacta-nos para saber as datas dos próximos Dias Abertos: planeta.alecrim@gmail.com ou através do facebook.




segunda-feira, 19 de maio de 2025

Caminhada pelos trilhos de Marvão

 Começamos esta semana da melhor maneira, com uma caminhada pelos trilhos de Marvão!

Fizemos o percurso da Torrinha que, ao longo dos seus 13 quilómetros, nos encantou com a beleza da paisagem alentejana e os seus monumentos megalíticos. O dia estava lindo, o campo cheio de flores primaveris, e as crianças chegaram felizes e cansadas. Partilhamos convosco algumas fotos do dia que são protagonizadas por um sapatinho que as crianças encontraram logo no início do percurso em castelo de Vide. para mais imagens, espreita o nosso Facebook! 








sexta-feira, 15 de junho de 2018

quarta-feira, 13 de junho de 2018

“O Velho e o Mar”

Boa! Acabei de ler “O Velho e o Mar”, em banda desenhada, que é um livro muito fixe.
Porque fala sobre a relação entre um velho e um grande peixe que ele foi pescar, para alimentar a sua aldeia.
Texto: Salvador da Paz


 


Os Sentimentos


Tristeza:
A tristeza, para mim, é estarmos tristes com alguém que não quer estar connosco, mas nós queremos estar ela.

Felicidade:
Eu acho que a felicidade é estarmos felizes e não magoarmos as pessoas porque queremos muito que uma coisa aconteça. Estamos tão felizes que achamos que demora muito tempo até essa coisa acontecer.

Raiva:
Para mim, a raiva é uma coisa que explode dentro de nós e somos maus para as pessoas que não fizeram mal.

Coragem:
Eu acho que a coragem é irmos a um sítio que achamos que tem monstros, muito alto ou escuro.

Inveja:
É quando uma pessoa tem uma coisa que nós queremos muito, e nós ficamos contra ela.

Solidão:
É quando ninguém quer estar connosco. Ninguém escolhe estar lá. Ou quando nos sentimos sozinhos mesmo no meio de outras pessoas.

Vergonha:
É quando tens as bochechas vermelhas e queres desaparecer e toda a gente está a olhar para ti.

Medo:
Num sítio que não sabemos o caminho e achamos que estamos a ser vistos e temos mais medo.

Calma:
É quando estamos a andar devagarinho e não queremos saber de estarmos atrasados.

Texto: Nina Torgal


segunda-feira, 11 de junho de 2018

Teatro de marionetas

O dia 7 de Junho de 2018 foi especial. A Catia veio ao Planeta Alecrim fazer um teatro de marionetas e fez este espetáculo pela primeira vez no nosso espaço. Convidámos alguns amigos para participar. A história falava sobre as plantas e o ciclo da água e inventámos alguns títulos, como por exemplo: "A mãe natureza", "A árvore encantada", "As estações do ano", etc.
  Texto: Salvador da Paz



quinta-feira, 7 de junho de 2018

Em breve...

... próxima edição do Planeta Alecrim, por João da Paz.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Espetáculo de fantoches no Sábado Vivo.



No dia 26 de Maio, no quarto aniversário do Sábado Vivo, o Planeta Alecrim apresentou um espetáculo que se chama: "O Mister Bigode em Paris".





Os atores do espetáculo "Mister Bigodes em Paris"

As personagens desta historia pertencem ao Planeta Alecrim, e são os seguintes:

A pintora Carolina apresentada pela Nina, a cadela Valeri pelo João, o Rei de Bigodes estranhos pelo Aran, o Mister Bigode pelo Salvador, o Jonny Bebe Leite pela Sterre e o narrador Francisco pelo Daniel. E por fim, o cérebro por detrás do espetáculo, a nossa querida Cátia.











quarta-feira, 2 de maio de 2018

Livro "O acampamento dos três amigos"

Saiu a primeira edição do meu livro. Foi um projeto de escola para dar aos meus amigos, Rodrigo, Santiago.

Autor e ilustrador: Salvador da Paz...
Formato: A5
Número: 28 pag.

Para ver o livro online carregue no link em baixo:
https://issuu.com/eduardosalvador01/docs/livro_28_paginas_2_fd30020f43689c

Obrigado a: Susana Torgal, Lenny, Eduardo, Lina, Estrela da Paz e Susana Moura 

terça-feira, 1 de maio de 2018

Texto livre - Estações do ano

Autora: Nina Torgal

Na primavera gosto das flores porque são bonitas e na primavera gosto de brincar e gosto das papoilas e dos campos verdes e das borboletas é o tempo dos gatos brincarem ao sol e è o tempo dos pássaros nasceram e as mães darem comida.

No verão gosto do calor e da água porque faz tanto calor e também gosto de gelados porque são  refrescantes.

No outono gosto das árvores porque podemos subir e também gosto de folhas porque gosto do som
que fazem quando se partem nas mãos.

No inverno gosto quando está frio lá fora e quente cá dentro.



Desenhos de comida saudável e não saudável

No dia 27 de abril fizemos um desenho sobre comida saudável e não saudável antes da Mónica chegar.


Salvador da Paz

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Alimentação saudável no nosso planeta

A Mónica veio à escola do Planeta Alecrim, no dia 27 de Abril de 2018, para falar sobre comida saudável. Como sabem, a Mónica é nutricionista, e nós Alecrinenses fizemos perguntas sobre comida e fizemos a roda dos alimentos.







segunda-feira, 9 de abril de 2018

Zé Paulo do "Souto Verde"


O Planeta Alecrim fez uma entrevista ao amigo Zé Paulo, dono do chamado "Souto Queimado", para descobrir 
o seu modo de vida e o que é uma quinta sustentável.

JORNALISTAS: Salvador da Paz, Nina Torgal   GRAVAÇÃO AUDIO: João da Paz














Pergunta: Há quanto tempo vives aqui?

Resposta: Comprei o Souto Verde em 2009, ou seja, há 9 anos.

P.: Como se chama esta quinta onde estamos?
R.: Este sítio chama-se Ribeira da Caldeira e está num vale. Aqui há muitos castanheiros e por isso chama-se souto. Os diversos soutos tinham nomes conforme os proprietários. Havia o Souto do Agostinho, o Souto Pancalho... este chamava-se o Souto Verde. Não era só um souto como era mais verde que os outros. 

Há mais de 100 anos houve um incêndio e o Souto Verde esteve três dias a arder. Contam as pessoas que arderam todos os castanheiros. Já não fazia sentido chamar-lhe Souto Verde e a população local começou a chamar-lhe Souto Queimado até aos dias de hoje. 

Como já vimos hoje um novo castanheiro plantado, podemos voltar a chamar-lhe Souto Verde. Há aqui um trabalho de voltar aos tempos anteriores ao incêndio que deixou memórias. O plano é plantar mais dois castanheiros de variedades locais.


P.: Porque escolheste este estilo de vida?
R.: É uma pergunta com muitas respostas... porque acreditava que ia ser feliz assim.

P.: E és feliz?

R.: Sou

P.: O que acontece se alguma telha voar?

R.: Pode voar com um vento forte...

P.: Onde é que compras as sementes?

R.: Algumas recolho das minhas plantas, porque todas as plantas dão a sua semente. Tenho as minhas próprias sementes de abóbora, tomate, alface, coentros, salsa e melancia. As outras sementes, ou não tenho ou não consegui arranjar. Compro na loja e tento que sejam biológicas.

P.: É tudo biológico?
R.: Tudo é biológico.


P.: Não há químicos?
R.: Há.

P.: Porque escolheste esta quinta?
R.: Em primeiro lugar, escolhi esta quinta porque tinha água, e a água é o bem mais precioso.

P.: De que materiais é feita esta casa?
R.: A casa original só tinha materiais do próprio sítio onde estamos. Portanto foi apenas agarrar as pedras que andavam à solta e no barro, juntá-los para fazer a casa.

P.: Caiu alguma vez?
R.: Não, estas paredes aguentaram muito, são as originais de quem construiu a casa pela primeira vez.

P.: Onde gastas o dinheiro?
R.: Na gasolina, no supermercado para comprar o que ainda não consigo produzir, massa, arroz, vinho, vinagre.

P.: Como funciona a eletricidade?

R.: A luz é produzida em painéis solares.

P.: Qual o percurso da água?

R.: A água sai de uma nascente que é um sítio que a montanha fez e que vai canalizar a água das chuvas para tanques gigantes que há debaixo da terra. Esse tanque tem um buraco que se chama uma nascente. A água sai das pedras e depois nós usamos uns tubos para trazer a água desde o sítio onde sai até às casas.

P.: Como funciona a casa de banho?

R.: O chichi e o cocó têm nutrientes que as plantas gostam (nitrogénio por exemplo). Faz-se a compostagem para usar nas plantas.



FIM





Visita de estudo a uma quinta sustentável


O Planeta Alecrim, no dia 2 de Março de 2018, foi a Alegrete, aprender mais sobre sustentabilidade numa quinta.


Estufa em forma de dome geodésico
Fomos ao Souto Queimado porque é a quinta do nosso amigo Zé Paulo. Ele convidou-nos para ir visitar e aprender com ele.
Quando lá chegámos, ele estava à nossa espera. Começámos por ver um monte de chichi e cocó e o Zé Paulo disse que serve para guardar os nutrientes que alimentam as plantas.

Plantas invasivas.

Depois vimos as favas, que já tinham flor. Também tinham sido plantadas outras coisas, como por exemplo, espinafres, mas estes não pegaram porque as ervas daninhas não deixaram e também por causa das tempestades. Às ervas daninhas também podemos chamar plantas invasivas porque tiram os nutrientes que alimentam as plantas. Algumas ervas daninhas são boas e podem servir para comer, em sopas ou saladas, e para beber em chás. Algumas podem ser medicinais.


Dentro da estufa para plantas, o Zé Paulo explica como a construíu.


Perto da estufa, antes de entrarmos, vimos um "berçário de plantas". Aqui plantam-se as sementes até germinarem, depois vão para a estufa que é feita com paus colocados em forma de estrela. Esta construção chama-se dome geodésico e tapa-se com plásticos, deixando duas aberturas para não voar.


O berçário de plantas, onde crescem as sementes.


As estufas servem para proteger as plantas e para elas crescerem mais rápido. Algumas plantas, como por exemplo, as alfaces, não gostam nada do inverno (das geadas, muita água e vento forte). Outras não gostam do sol tão forte do verão.





Quando saímos da estufa, percebemos que a terra que já tinha estado pronta para semear, ficou "destruída" com o excesso de chuva. A água levou o chichi e o cocó, e com eles, os nutrientes.




Também as batatas que já estavam na terra, apodreceram com o excesso de água. O Zé Paulo tinha que plantar novas batatas e nós ajudámo-lo a fazer as contas: Ele tinha dez batatas para semear, cortou-as ao meio e plantou-as todas. Ele ensinou-nos que cada metade de batata pode dar dez novas batatas.Quantas batatas o Zé Paulo vai colher?
Provavelmente... duzentas!


Quantas batatas vou colher?


Depois, no galinheiro, vimos uma galinha que descobriu um sítio com palha, quente e fofinho, para chocar os seus ovos. Era uma galinha choca. Havia também galinhas poedeiras, que põem ovos para nós comermos. E não chocam.

No galinheiro.


Havia ainda, um lago artificial que regava toda a horta. Esse lago era abastecido por uma nascente situada num ponto mais alto, para a água descer por gravidade. Também podemos tomar lá uma banhoca no verão, porque a água é natural e limpa. O lago é muito perto da nascente e a água que lá chega ainda não foi poluída.


Lago artificial abastecido por uma nascente próxima num ponto mais alto. A água é canalizada pela gravidade.


A casa do Zé Paulo fica num ponto ainda mais alto do terreno e a água da nascente tem de ser conduzida até lá sob pressão. Na casa de banho, a água é aquecida a lenha num reservatório, como se fosse uma panela grande que, no centro, tem um buraco por onde sai o fumo. Na sanita não se usa água, é uma casa de banho seca. Faz-se chichi e cocó para uns baldes que estão por baixo de uma estrutura de madeira, onde nos sentamos. E depois tapa-se com serradura. Esta mistura vai toda para a compostagem para servir de adubo às plantas.



A energia solar é capturada pelos dois painéis solares, que estão no telhado da casa de banho. Depois essa energia é guardada numa bateria. As paredes da casa de banho são feitas com troncos de madeira e lama e as paredes da casa onde vive eram de pedra sobre pedra e foram revestidas de barro.




Depois de uma manhã a aprender coisas novas, ficámos com muita fome.
Fizemos pizza para o almoço com os ingredientes que havia na quinta e foi muito divertido.




Depois do almoço delicioso entrevistámos o Zé Paulo. Pode-se ver noutra publicação.